24 agosto 2009

Itau Unibanco se associa à Porto Seguro e transfere carteira

Itaú Unibanco se associa à Porto Seguro e transfere carteira

da Folha Online
O Itaú Unibanco e a Porto Seguro informaram nesta segunda-feira que fecharam associação visando à unificação de suas operações de seguros residenciais e de automóveis. Afirmaram ainda que firmaram também acordo operacional para oferta e distribuição, em caráter exclusivo, de produtos securitários residenciais e de automóveis para os clientes da rede Itaú Unibanco no Brasil e no Uruguai.
"Estamos muito felizes com esta associação, pois traz a liderança em seguros nos ramos de automóvel e residência, com 3,4 milhões de automóveis e 1,2 milhão de residências seguradas. Vamos poder oferecer aos clientes uma gama diversificada de produtos e serviços através das diversas empresas que passam a compor o grupo", afirmou Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco.
"Com esta operação, a Porto Seguro e o Itaú Unibanco passarão a oferecer o que há de mais completo no mercado brasileiro para seus milhões de clientes", disse Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro.
A associação das duas empresas será implementada por meio de uma reorganização societária. O Itaú Unibanco realizará a transferência da totalidade de ativos e passivos relacionados à sua atual carteira de seguros residenciais e de automóveis para companhia que será denominada Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência.
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Essa companhia, com patrimônio líquido de R$ 950 milhões, será transferida para a Porto Seguro.
Os executivos e colaboradores do Itaú Unibanco que atuam na área de seguros de automóvel e residência serão alocados na Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência.
A Porto Seguro, em contrapartida, emitirá ações que representarão 30% de seu novo capital social, as quais serão entregues ao Itaú Unibanco.
Os controladores da Porto Seguro e do Itaú Unibanco constituirão nova sociedade que será denominada Porto Seguro Itaú Unibanco Participações para a qual aportarão a totalidade de suas ações de emissão da Porto Seguro.
Os atuais controladores da Porto Seguro controlarão a PSIUPAR que, por sua vez, será a controladora direta da Porto Seguro. Ao final da reorganização, a PSIUPAR e a Porto Seguro terão a seguinte composição acionária: Os controladores da Porto Seguro terão 57% da PSIUPAR e o Itaú Unibanco 43%. A PSIUPAR terá 70% da Porto Seguro, permanecendo os demais 30% no mercado. A Porto Seguro deterá 99,9% das subsidiárias da mesma e também deterá 99,9% da Itaú Unibanco Seguro de Automóvel e Residência.
A Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência passará a ser gerida pela Porto Seguro que assim contará com as marcas Porto Seguro, Itaú Unibanco e Azul, que serão oferecidas em todos os canais de venda, por meio de diferentes produtos e serviços.
Bradesco
Na semana passada, a Porto Seguro anunciou que encerrou sem acordo discussões que vinha mantendo com o Bradesco para combinação de operações.
As negociações com o Bradesco vinham acontecendo desde o final de junho, segundo a Porto Seguro.
O vice-presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Samuel Monteiro dos Santos Júnior, chegou a afirmar no início do mês que as negociações com a Porto Seguro poderiam levar à compra da carteira de seguros de automóveis da empresa.

22 agosto 2009

Por que seguros iguais não têm o mesmo preço?

ANTONIO PENTEADO MENDONÇA Sobre o preço dos seguros


Uma pergunta comum é por que seguros iguais não têm o mesmo preço?

A resposta é simples: não existe seguro igual. O que há são seguros semelhantes e eles não só podem, como devem, ter preços diferentes, justamente por não serem iguais.

Quando essa verdade se aplica a uma única seguradora e uma determinada carteira em que ela opera, a diferença de preço fica por conta das diferenças entre cada um dos riscos que lhe é oferecido. Na medida que cada segurado é um segurado, e cada risco é um risco, não há como se imaginar dois seguros exatamente iguais, por mais parecidos que sejam.

Essa diferença pode ou não significar uma diferença de preço. Afinal, mesmo não sendo iguais, mas semelhantes, a taxação de dois riscos pode acabar dando no mesmo prêmio, em função das condições comerciais da seguradora. O produto pode não descer a um grau de tipificação tão detalhado, ou as diferenças podem não significar agravamento de risco, daí o prêmio ser igual, ainda que havendo diferenças entre cada um dos seguros cotados.

Mas mesmo na mesma seguradora e com riscos semelhantes, a igualdade de preço não é regra obrigatória. Tanto isso é verdade que o questionário do perfil do segurado foi desenvolvido justamente para permitir uma taxação mais exata de cada risco, levando em conta as particularidades de cada motorista e do uso do veículo, o que pode resultar em preços diferentes para seguros hipoteticamente semelhantes. Por exemplo, dois carros do mesmo modelo e ano de fabricação, podem ter preços de seguro diferentes, em função do uso ou do motorista não serem iguais.

E a mesma regra se aplica aos outros tipos de seguros comercializados por cada seguradora. É por essa razão que determinados seguros de incêndio exigem vistoria prévia. É através dela que a seguradora irá se posicionar quanto à aceitação, taxas e condições. E essa vistoria pode resultar em prêmios diferentes, por exemplo, para duas padarias teoricamente iguais, mas localizadas em bairros diferentes.

Esse princípio vale para todos os seguros e só não é aplicado à exaustão porque seguro é um negócio, em média, de massa, e aí o volume compensa as pequenas diferenças entre cada risco.

Se essa regra vale para os riscos de uma única seguradora, sua validade é muito maior quando se trata de diferença de preços entre duas companhias de seguros diferentes, ainda que operando em riscos semelhantes e na mesma praça.

Existe uma série de razões para duas companhias de seguros terem preços diferentes em carteiras de seguros semelhantes. A primeira e mais importante delas é que se tratam de duas companhias diferentes, com estruturas de custos diferentes, em virtude das particularidades de cada uma delas.

Essas diferenças se refletem necessariamente no preço final de seus produtos, por conta das tipicidades operacionais e administrativas de cada uma delas. Todavia, não é obrigatório que a que tem o preço mais alto em automóvel tenha também o preço mais alto em incêndio.

É preciso não esquecer que cada companhia decide onde investir mais, em que seguros se especializar, em que tipo de comercialização apostar, quais campanhas de marketing são importantes e como implantá-las.

Algumas seguradoras terceirizam uma série de serviços. Outras trabalham fundamentalmente com equipe própria. Uma prefere investir numa determinada região, outra atua no país inteiro. Uma prioriza nichos específicos de coberturas, outra trabalha produtos de massa, como automóvel. Uma tem forte concorrência, outra enfrenta poucas rivais em seus nichos de mercado, etc.

Cada uma dessas variáveis faz com que as seguradoras tenham preços próprios para seus seguros. Mais do que isso, faz com que haja variações entre diferentes riscos, dentro de uma mesma carteira. Essa regra se aplica a todos os seguros e a todas as seguradoras. E é bom que seja assim, porque graças a ela a concorrência trabalha a favor do segurado.



Fonte: http://www.mp.sp.gov.br/portal/page/portal/clipping/publicacao_clipping/2004/Junho/sobre_o_pre%C3%A7o_dos_seguros.htm