22 setembro 2009

O Novo Ranking dos planos de Saúde

O novo ranking dos planos de saúde
Pesquisa revela os melhores e os piores na opinião dos clientes

Qual é o setor da economia que mais lhe irrita como consumidor? Qual deles cobra caro e oferece um serviço ruim? Os bancos? As operadoras de telefonia celular? O páreo é duro. Mas o pior setor é o dos planos de saúde. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa realizada pela empresa de consultoria CVA Solutions e divulgada em primeira mão por essa coluna.
Nos meses de junho e julho, foram ouvidos 5,2 mil usuários de 39 planos de saúde em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nesse grupo, 53% têm plano de saúde oferecido pelo empregador, 35% contrataram o plano por conta própria e 12% aderiram a planos vinculados a associações ou sindicatos.Também participaram da pesquisa representantes do RH de 200 empresas nas duas cidades.
Os pesquisadores queriam saber se os clientes acham que o custo-benefício dos planos de saúde é favorável. Ou seja: queriam saber se elas acham que o dinheiro gasto é compatível com o serviço recebido. No jargão técnico, isso é chamado de “valor percebido”.
Os planos de saúde tiveram a pior nota: 6,27. Perderam para os bancos (6,52) e para as operadoras de telefonia celular (6,64). Ficaram muito atrás do setor campeão de satisfação: os de eletrodomésticos (9,28).
Não é difícil entender o que passa pela cabeça dos brasileiros quando eles fazem essa avaliação. Gastar dinheiro com uma geladeira – que dura 10, 20, anos e raramente quebra -- é um investimento muito mais seguro do que assinar uma apólice de plano de saúde.
Aderir a um plano de saúde é como brincar de cabra-cega. São tantas marcas no mercado, com preços e serviços tão heterogêneos, que ninguém sabe qual é a escolha menos arriscada. Por isso achei interessante essa pesquisa da CVA e decidi dividi-las com vocês.
A empresa perguntou aos clientes se o plano de saúde que tinham valia a pena. Dessa forma, conseguiu produzir um ranking de “valor percebido”. Acompanhe a lista:

Ranking de Valor Percebido dos Planos de Saúde – São Paulo
1 - Omint
2 - Cesp
3 - Unibanco
4 - Bradesco
5 - Porto Seguro
6 - Allianz
7 - Cassi - BB
8 - SulAmérica
9 - Itaú
10 - Amil
11 - Notredame
12 - Golden Cross
13 - Unimed
14 - Dix
15 - Medial
16 - Intermédica
17 - Marítima
18 - Green Line
19 - Amesp
20 - Samcil
Ranking de Valor Percebido dos Planos de Saúde – Rio de Janeiro
1 - Omint
2 - AMS - Petrobrás
3 - Bradesco
4 - Cassi - BB
5 - Caixa Saúde
6 - Medial
7 - Allianz
8 - Unibanco
9 - SulAmérica
10 - Amil
11 - Unimed
12 - Golden Cross
13 - Assim
14 - Marítima
15 - Dix
16 - GEAP
17 - Notredame
18 – Intermédica

Os planos de saúde precisam ter lucro num ambiente desfavorável que, segundo projeções dos especialistas, só vai piorar: a população envelhece e precisa de mais atendimento médico; os custos da tecnologia médica crescem mais do que em muitos outros setores; a parcela da população que pode pagar altas mensalidades é pequena. A solução que muitas das empresas adotam é bem conhecida de todos nós: baixar a qualidade dos serviços.
Até recentemente, as carências impediam que o cliente insatisfeito trocasse de plano. Desde abril, com a aprovação da "portabilidade", isso mudou. Quem quiser mudar de operadora não precisa mais cumprir carência nenhuma. A pesquisa da CVA Solutions revela que 54% dos entrevistados gostariam de mudar. "Aqueles que pagam um plano por conta própria não só querem como podem mudar de convênio", diz Sandro Cimatti, sócio diretor da empresa. É uma boa notícia. Isso deve aumentar a concorrência entre as empresas e favorecer os clientes. "A coisa é mais complicada para aqueles que usam o convênio escolhido pela empresa onde trabalham", diz.
As principais razões de insatisfação são: rede credenciada ruim; desconto irrisório na compra de medicamentos; reembolso baixo do valor gasto em consultas; mensalidades altas e péssimo atendimento ao cliente.
"Os clientes acham que os bancos são ganaciosos e também odeiam o atendimento das operadoras de telefonia celular", diz Cimatti. "Mas um plano de saúde ruim tem um impacto muito mais grave na vida do sujeito."
Nada se compara ao desamparo de uma mãe que está com o filho doente e não consegue autorização do plano de saúde para fazer um exame. Ou de uma pessoa com câncer que, em vez de se preocupar em brigar apenas contra a doença, gasta sua energia tentando fazer com que o convênio lhe garanta o tratamento necessário.
Há alguns dias li uma declaração do presidente americano Barack Obama que me fez lembrar dos milhões de brasileiros que sofrem com os planos de saúde. Obama pretende reformar o sistema de saúde americano, que é extremamente ineficiente: consome todos os anos 16% do PIB e ainda deixa 46 milhões de pessoas sem qualquer tipo de assistência. Obama disse que sua mãe, morta de câncer de ovário em 1995, gastou as últimas semanas de vida preocupada em saber se o seguro-saúde iria cobrir suas despesas. É assim, também, que se sentem milhões de brasileiros.


CRISTIANE SEGATTO Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo

24 agosto 2009

Itau Unibanco se associa à Porto Seguro e transfere carteira

Itaú Unibanco se associa à Porto Seguro e transfere carteira

da Folha Online
O Itaú Unibanco e a Porto Seguro informaram nesta segunda-feira que fecharam associação visando à unificação de suas operações de seguros residenciais e de automóveis. Afirmaram ainda que firmaram também acordo operacional para oferta e distribuição, em caráter exclusivo, de produtos securitários residenciais e de automóveis para os clientes da rede Itaú Unibanco no Brasil e no Uruguai.
"Estamos muito felizes com esta associação, pois traz a liderança em seguros nos ramos de automóvel e residência, com 3,4 milhões de automóveis e 1,2 milhão de residências seguradas. Vamos poder oferecer aos clientes uma gama diversificada de produtos e serviços através das diversas empresas que passam a compor o grupo", afirmou Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco.
"Com esta operação, a Porto Seguro e o Itaú Unibanco passarão a oferecer o que há de mais completo no mercado brasileiro para seus milhões de clientes", disse Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro.
A associação das duas empresas será implementada por meio de uma reorganização societária. O Itaú Unibanco realizará a transferência da totalidade de ativos e passivos relacionados à sua atual carteira de seguros residenciais e de automóveis para companhia que será denominada Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência.
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Essa companhia, com patrimônio líquido de R$ 950 milhões, será transferida para a Porto Seguro.
Os executivos e colaboradores do Itaú Unibanco que atuam na área de seguros de automóvel e residência serão alocados na Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência.
A Porto Seguro, em contrapartida, emitirá ações que representarão 30% de seu novo capital social, as quais serão entregues ao Itaú Unibanco.
Os controladores da Porto Seguro e do Itaú Unibanco constituirão nova sociedade que será denominada Porto Seguro Itaú Unibanco Participações para a qual aportarão a totalidade de suas ações de emissão da Porto Seguro.
Os atuais controladores da Porto Seguro controlarão a PSIUPAR que, por sua vez, será a controladora direta da Porto Seguro. Ao final da reorganização, a PSIUPAR e a Porto Seguro terão a seguinte composição acionária: Os controladores da Porto Seguro terão 57% da PSIUPAR e o Itaú Unibanco 43%. A PSIUPAR terá 70% da Porto Seguro, permanecendo os demais 30% no mercado. A Porto Seguro deterá 99,9% das subsidiárias da mesma e também deterá 99,9% da Itaú Unibanco Seguro de Automóvel e Residência.
A Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência passará a ser gerida pela Porto Seguro que assim contará com as marcas Porto Seguro, Itaú Unibanco e Azul, que serão oferecidas em todos os canais de venda, por meio de diferentes produtos e serviços.
Bradesco
Na semana passada, a Porto Seguro anunciou que encerrou sem acordo discussões que vinha mantendo com o Bradesco para combinação de operações.
As negociações com o Bradesco vinham acontecendo desde o final de junho, segundo a Porto Seguro.
O vice-presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Samuel Monteiro dos Santos Júnior, chegou a afirmar no início do mês que as negociações com a Porto Seguro poderiam levar à compra da carteira de seguros de automóveis da empresa.

22 agosto 2009

Por que seguros iguais não têm o mesmo preço?

ANTONIO PENTEADO MENDONÇA Sobre o preço dos seguros


Uma pergunta comum é por que seguros iguais não têm o mesmo preço?

A resposta é simples: não existe seguro igual. O que há são seguros semelhantes e eles não só podem, como devem, ter preços diferentes, justamente por não serem iguais.

Quando essa verdade se aplica a uma única seguradora e uma determinada carteira em que ela opera, a diferença de preço fica por conta das diferenças entre cada um dos riscos que lhe é oferecido. Na medida que cada segurado é um segurado, e cada risco é um risco, não há como se imaginar dois seguros exatamente iguais, por mais parecidos que sejam.

Essa diferença pode ou não significar uma diferença de preço. Afinal, mesmo não sendo iguais, mas semelhantes, a taxação de dois riscos pode acabar dando no mesmo prêmio, em função das condições comerciais da seguradora. O produto pode não descer a um grau de tipificação tão detalhado, ou as diferenças podem não significar agravamento de risco, daí o prêmio ser igual, ainda que havendo diferenças entre cada um dos seguros cotados.

Mas mesmo na mesma seguradora e com riscos semelhantes, a igualdade de preço não é regra obrigatória. Tanto isso é verdade que o questionário do perfil do segurado foi desenvolvido justamente para permitir uma taxação mais exata de cada risco, levando em conta as particularidades de cada motorista e do uso do veículo, o que pode resultar em preços diferentes para seguros hipoteticamente semelhantes. Por exemplo, dois carros do mesmo modelo e ano de fabricação, podem ter preços de seguro diferentes, em função do uso ou do motorista não serem iguais.

E a mesma regra se aplica aos outros tipos de seguros comercializados por cada seguradora. É por essa razão que determinados seguros de incêndio exigem vistoria prévia. É através dela que a seguradora irá se posicionar quanto à aceitação, taxas e condições. E essa vistoria pode resultar em prêmios diferentes, por exemplo, para duas padarias teoricamente iguais, mas localizadas em bairros diferentes.

Esse princípio vale para todos os seguros e só não é aplicado à exaustão porque seguro é um negócio, em média, de massa, e aí o volume compensa as pequenas diferenças entre cada risco.

Se essa regra vale para os riscos de uma única seguradora, sua validade é muito maior quando se trata de diferença de preços entre duas companhias de seguros diferentes, ainda que operando em riscos semelhantes e na mesma praça.

Existe uma série de razões para duas companhias de seguros terem preços diferentes em carteiras de seguros semelhantes. A primeira e mais importante delas é que se tratam de duas companhias diferentes, com estruturas de custos diferentes, em virtude das particularidades de cada uma delas.

Essas diferenças se refletem necessariamente no preço final de seus produtos, por conta das tipicidades operacionais e administrativas de cada uma delas. Todavia, não é obrigatório que a que tem o preço mais alto em automóvel tenha também o preço mais alto em incêndio.

É preciso não esquecer que cada companhia decide onde investir mais, em que seguros se especializar, em que tipo de comercialização apostar, quais campanhas de marketing são importantes e como implantá-las.

Algumas seguradoras terceirizam uma série de serviços. Outras trabalham fundamentalmente com equipe própria. Uma prefere investir numa determinada região, outra atua no país inteiro. Uma prioriza nichos específicos de coberturas, outra trabalha produtos de massa, como automóvel. Uma tem forte concorrência, outra enfrenta poucas rivais em seus nichos de mercado, etc.

Cada uma dessas variáveis faz com que as seguradoras tenham preços próprios para seus seguros. Mais do que isso, faz com que haja variações entre diferentes riscos, dentro de uma mesma carteira. Essa regra se aplica a todos os seguros e a todas as seguradoras. E é bom que seja assim, porque graças a ela a concorrência trabalha a favor do segurado.



Fonte: http://www.mp.sp.gov.br/portal/page/portal/clipping/publicacao_clipping/2004/Junho/sobre_o_pre%C3%A7o_dos_seguros.htm

17 fevereiro 2009


Os 10 carros mais roubados no Brasil.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) organiza um índice que prevê o número de carros roubados em todo o país. O índice é feito a partir de estatísticas de roubos/furtos de veículos segurados no mercado brasileiro. Para calcular o índice que mostram quais são os automóveis mais roubados, a Susep divide o número de sinistros ocorridos e o número de veículos segurados na região de ocorrência do sinistro.
Esta lista tem como objetivo manter o consumidor informado e, assim, dar transparência à operação de seguros.
O curioso na lista dos 10 veículos mais visados pelos ladrões é que os modelos mais populares lideram o ranking, em detrimento dos carrões de luxo, como o Toyota Corolla que ocupa a última posição.
Veja a lista abaixo:
1º. Volkswagen Gol acima de 1.0
2º. Volkswagen Gol 1.0
3º. Fiat Uno 1.0
4º. Chevrolet Astra
5º. Fiat Palio 1.0
6º. Peugeot 206
7º. Chevrolet Celta 1.0
8º. Chevrolet Corsa 1.0
9º. Ford Fiesta 1.0
10º. Toyota Corolla
Fonte: Yahoo Notícias 03/02/2009


23 janeiro 2009

PORTABILIDADE DE CARÊNCIAS

Regulamentada a norma sobre portabilidade de carências.

A partir de abril, será mais fácil mudar de plano de saúde

Foi publicada na edição desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2009, no Diário Oficial da União a Resolução Normativa nº 186, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regulamenta a mobilidade com portabilidade de carências nos planos de saúde.
A partir dessa data, as operadoras de planos privados de assistência à saúde terão um prazo de 90 dias para se adaptarem às novas regras. Sendo assim a mobilidade com portabilidade de carências entrará em vigor, efetivamente, em abril.

É considerado pela ANS como importante instrumento de estímulo à concorrência no mercado de saúde suplementar, permitindo que os consumidores tenham mais liberdade de escolhas.

A medida vai atingir cerca de 6 milhões de beneficiários de planos individuais/familiares, contratados após 1º de janeiro de 1999 ou que tenham adaptado seus contratos, em todo o Brasil.

Perguntas mais freqüentes

1. A norma de mobilidade com portabilidade se aplica a todos os tipos de planos?
Não, somente aos planos individuais/familiares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados.

2. O beneficiário poderá mudar de qualquer plano para qualquer plano?
A mobilidade com portabilidade poderá ser feita somente entre planos equivalentes ou de um determinado plano para um plano inferior. A ANS disponibilizará um aplicativo onde o beneficiário poderá consultar os planos compatíveis para fins de portabilidade.

3. Como será o procedimento para a portabilidade para um plano de uma faixa superior?
Nesse caso a portabilidade não será possível. Caso opte por trocar de operadora, o beneficiário precisará cumprir todos os prazos de carência novamente. Caso o beneficiário opte por permanecer na mesma operadora, esta não poderá dar cobertura parcial temporária às doenças e lesões preexistentes, mas poderá exigir o cumprimento dos períodos de carência previstos na Lei n.º 9656, de 1998.

4. Como será o procedimento para a portabilidade se o beneficiário ainda não tiver cumprido todos os prazos de carência?
Nesse caso, a regra de portabilidade não se aplicará. O beneficiário deverá cumprir todos os prazos de carência e permanecer no plano de origem por pelo menos dois anos, ou três, caso esteja em cobertura parcial temporária, para que tenha condições de avaliar o atendimento prestado. Somente após esse período será possível mudar de plano levando consigo as carências cumpridas.

5. Quais os critérios que definirão planos equivalentes?
Serão usados diversos critérios, tais como: abrangência geográfica (nacional, estadual ou municipal), segmentação assistencial (ambulatorial, hospitalar, com odontologia, sem odontologia), tipo de contratação e faixa de preços. A ANS disponibilizará um aplicativo onde o beneficiário poderá consultar os planos compatíveis para fins de portabilidade.

6. Quais são os requisitos para que o beneficiário possa fazer a portabilidade?
a) estar em dia com a mensalidade.b) estar há pelo menos 2 anos na operadora de origem ou 3 anos caso tenha cumprido a cobertura parcial temporária ou nos casos de doenças e lesões pré-existentes. A partir da segunda portabilidade, prazo de permanência passa a ser de 2 anos para todos os beneficiários.c) outra questão importante é que a mobilidade só poderá ser pedida no período entre o mês de aniversário do contrato e o mês seguinte.d) a portabilidade de carências não poderá ser exercida para planos de destino que estejam cancelados ou com comercialização suspensa.e) a portabilidade de carências não poderá ser oferecida por operadoras em processo de alienação compulsória de sua carteira ou em processo de oferta pública do cadastro de beneficiários ou em liquidação extrajudicial.

7. Em um plano de contratação familiar poderá haver a mobilidade com portabilidade de apenas um dos beneficiários? Como fica a titularidade?
Sim. Na hipótese de contratação familiar em que o direito à portabilidade de carências não seja exercido por todos os membros do grupo, o contrato será mantido, extinguindo-se o vínculo apenas daqueles que exerceram o referido direito

8. Poderá ser cobrada alguma taxa para a mobilidade com portabilidade?
Não.

9. Quem são os beneficiados por esse projeto?
Os beneficiários de planos médico-hospitalares individuais/familiares novos ou adaptados, que representam cerca de 6,3 milhões de pessoas em todo o país.

10. O que acontece com a operadora que não cumprir as regras?
A operadora poderá ser multada em até 50 mil reais. Quando começa a vigorar o contrato do plano de destino? 10 dias após a aceitação da operadora.

11. É possível que o plano de destino seja mais caro que o plano de origem?
Sim, desde que esteja na mesma faixa estabelecida pela ANS. Por outro lado poderá ser mais barato, e até estar em faixa de preço inferior.

Fonte ou Autoria é : ANS - Agencia Nacional de Saúde Suplementar

21 janeiro 2009

SEGUROS: Portabilidade é regulamentada

Desde setembro de 2007, a psicóloga Débora Gasparello Braga se sente refém do seu plano de saúde.
Foi nessa época, quando descobriu que tinha um câncer de útero, que ela passou a fazer exames periódicos para verificar seu estado de saúde. Poucos deles, no entanto, eram cobertos por seu plano, mesmo cumpridos todos os prazos de carência - período contado a partir da contratação durante o qual o usuário fica sem poder utilizar determinados serviços. Para mudar de plano, mesmo dentro da mesma operadora, a psicóloga teria de cumprir novos períodos de carência - o que, para ela, seria correr riscos. 'Eu estou presa, porque não posso fazer os exames que tenho de fazer e, se eu mudar de plano, vou ter de cumprir carência, correndo o risco de o câncer voltar em outro lugar e eu não ter nenhuma assistência.'A partir de abril, Débora terá mais liberdade para mudar de operadora - e, finalmente, conseguir a cobertura plena das suas necessidades. É neste mês que entrará em vigor a regulamentação da portabilidade de carências dos planos de saúde, publicada em Diário Oficial na última quinta-feira. A medida permite que o usuário mude de operadora ou de plano sem precisar cumprir novas carências.O benefício vale apenas para planos individuais ou familiares contratados a partir de 1999 ou adequados à lei 9.656/1998. O regulamento estabelece também algumas condições para que o usuário utilize a portabilidade: ele tem de estar em dia com as mensalidades, estar há pelo menos dois anos na operadora de origem ou três anos caso tenha doenças preexistentes, e poderá mudar de plano apenas no mês seguinte ao aniversário do contrato, e somente para planos de tipos compatíveis - ou seja, que ofereçam o mesmo tipo de cobertura, com a mesma faixa de preços e abrangência geográfica.O regulamento foi encarado como um avanço para o consumidor, uma vez que dará a ele maior liberdade de escolha e, segundo o órgão que fiscaliza os planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), irá estimular a concorrência no setor. 'É uma garantia de melhor qualidade de serviço, já que as empresas, diante da possibilidade de perderem clientes, devem aprimorar seus serviços, e a concorrência tende a se acirrar', explica o advogado e especialista em direito do consumidor Cristiano Schmitt.A aceitação de carências cumpridas em outras operadoras já era uma prática relativamente comum no mercado, mas isso dependia de empresa para empresa. 'Há várias operadoras que compram carência, mas só quando o consumidor interessa a elas - ou seja, quando ele é jovem e saudável. Ninguém compra carência de idosos. Aí está a diferença entre a prática do mercado e a regulamentação', comenta a advogada e assessora de representação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Daniela Trettel. (Gazeta do Povo)

Fonte ou Autoria é : Gazeta Mercantil