29 março 2007

Pensando em contratar seguro de saúde? Veja como reduzir seus custos!

SÃO PAULO - Depois de muito refletir, você finalmente decidiu que era hora de pensar no seu bem estar e no da sua família e por isso está avaliando a possibilidade de contratar um seguro de saúde, de vida, ou até mesmo de acidente pessoal. Mas, o que fazer para que esta decisão não pese demais no seu bolso?

Uma dica importante é ter em mente como as seguradoras analisam um cliente em potencial, e como determinam o preço da apólice. Para todos os seguros mencionados acima, é bastante provável que a seguradora lhe faça perguntas sobre seus hábitos de vida, histórico médico e familiar. Nos três casos, a saúde do segurado é um fator importante no custo da apólice.

Com base nas respostas que você vier a fornecer, será enquadrado em uma determinada categoria de risco, o que acabará definindo o custo da sua apólice. Isso significa, por exemplo, que existem casos em que uma pessoa que tem hábitos nocivos à saúde pode acabar sendo considerada de maior risco, do que outra que, apesar do histórico familiar, adota hábitos mais saudáveis.

Abaixo selecionamos algumas dicas de alguns especialistas do setor, sobre como proceder para tentar reduzir os custos da sua apólice de seguro:
  • Seja sincero, nunca omita dados
    Dar informações erradas ou não informar sobre algumas áreas do seu histórico médico não ajuda ninguém. Por quê? Simples, a seguradora não vai apenas acreditar na sua palavra, na pior das hipóteses pedirá que seja examinado por algum médico seu, de forma que, muito dificilmente, você conseguirá esconder estas informações.

    Pior ainda, se você mentiu e a seguradora descobrir que existe uma doença, mesmo que o caso não seja grave, isso pode levar a seguradora a acreditar que o problema é mais sério do que aparenta. No final das contas, você acaba pagando mais do que pagaria se tivesse sido sincero desde o início.

    O consumidor deve tentar se colocar na posição da seguradora. Desde que você dê informações claras e completas, é possível entender melhor a situação e diminuir a incerteza, o que, eventualmente, deve se traduzir em preços mais atrativos. Mais ainda, caso você tenha um problema de saúde, pode pedir aconselhamento ao corretor de seguros sobre qual empresa oferece taxas mais atrativas para pessoas nesta situação.

  • Atenção com a linguagem
    Faz parte do trabalho das seguradoras assumir o pior cenário possível. Portanto, não existe nada pior para o segurado do que responder de maneira incompleta ou obscura às perguntas que lhe são feitas.

    Por exemplo, se você teve um tumor benigno removido há anos, não basta dizer "tive um tumor retirado há alguns anos". Seja mais específico, informe o tipo de ocorrência, e que não houve recorrência do tumor após a sua retirada. Os questionários muitas vezes são um pouco abrangentes, portanto, quando responder sim para alguma situação, tente explicar o que de fato aconteceu.

  • Pesquise preços
    Este é um conselho particularmente comum neste tipo de situação, mas particularmente importante quando o assunto é seguro, pois duas seguradoras podem ver o seu perfil de risco de forma diferente, o que implica em preços distintos.

    Em alguns casos a seguradora pode estar sendo mais conservadora na sua percepção de risco, ou excessivamente otimista. Ambas as situações não são boas para o segurado. No primeiro caso você paga mais do que precisa, mas no segundo pode acabar descobrindo que a cobertura oferecida é menor, ou, pior, pode acabar sendo vítima da falência da empresa.

    Pesquisar várias propostas permite que você escolha uma que seja atrativa financeiramente, mas que não venha a lhe dar dores de cabeça depois. Lembre-se: como tudo na vida, quando uma coisa é extremamente barata frente ao resto, é possível que isso tenha reflexos na qualidade do serviço prestado. Nessa hora vale a pena usar um corretor para que pesquise as melhores condições de mercado para uma pessoa do seu perfil.

  • Avise o seu médico
    Quem sofre de uma doença pré-existente, ou teve algum problema de saúde, deve avisar o médico com o qual efetua o tratamento. Afinal, certamente a seguradora irá entrar em contato com ele, de forma a obter seu histórico mais recente.

    Muitas vezes o simples envio do histórico médico pode sugerir uma situação mais grave do que a real, o que pode ser melhor entendido em entrevista do especialista com algum representante da seguradora. Ao avisar o seu médico de que está contratando seguro, ele pode se esforçar para atender uma possível chamada da seguradora, ao invés de simplesmente enviar a documentação por escrito.

    Caso o seu médico tenha pedido exames que você nunca fez, isso pode ser considerado como um ponto contra você na avaliação da seguradora. Portanto, tente seguir todas as prescrições do seu médico antes de começar a pesquisar apólices de seguro. Não se esqueça que é fundamental que a seguradora receba todos os seus históricos médicos, pois só assim conseguirá ter uma visão completa da sua saúde.

  • Desenvolva bons hábitos
    Manter-se em forma e saudável é, sem dúvida, a forma mais simples de conseguir uma boa taxa de seguro. Além de visivelmente aparentar mais saúde, você irá se sair bem nas questões relacionadas aos seus hábitos de vida. Parar de fumar, por exemplo, pode reduzir de maneira substancial o preço da sua apólice, além, é claro, de fazer bem para a sua saúde.

    Pessoas que abusam de drogas ilegais provavelmente serão vetadas por qualquer seguradora. Neste caso, você precisa se recuperar antes, e só depois disso terá como contratar um seguro. Quem teve problemas com álcool também pode ter dificuldades na contratação de seguro. Nestes casos, procure demonstrar que está sóbrio há bastante tempo.

  • Prepare-se para os exames
    Como mencionamos acima, é bastante provável que você tenha que se submeter a um exame físico com um médico de confiança da seguradora. Prepare-se para estes exames: nada de grandes baladas na noite anterior, ou de correr 10 km, pouco tempo antes.

    Tente agendar o exame no começo do dia, quando ainda está relaxado, de preferência tendo ingerido quase nada antes. Durma bem na noite anterior. Você não quer ver o preço do seu seguro subir, simplesmente porque abusou da sua saúde antes de ir fazer os exames.
Conheça as regras do jogo
Esta é uma parte importante do processo. Tente entender como a seguradora avalia as pessoas. Caso seu pedido de seguro seja negado, ou você receba uma taxa maior do que esperava, tente entender o porquê disso ter acontecido.

Em alguns casos tal fato pode ser fruto da postura da empresa e, pesquisando, você poderá encontrar ofertas melhores. Por outro lado, pode significar que é mesmo preciso rever alguns dos seus hábitos pessoais. Qualquer que seja o caso, é sempre bom saber o porquê das coisas, pois só assim conseguirá melhorar. Não desista! O fato de sua saúde ter sido considerada precária hoje, não significa que no futuro esta avaliação não possa ser outra.

As empresas farmacêuticas investem cada vez mais em novas drogas, na tentativa de curar algumas doenças graves. Quem sabe, em algum tempo, o seu problema de saúde poderá ser resolvido, ou minimizado, com um novo remédio? Mesmo que você receba uma taxa elevada, reflita sobre a possibilidade de contratar o seguro, mesmo sob condições menos favoráveis.

Afinal, é da sua saúde que estamos falando. Muitas vezes, mesmo pagando mais caro, o seguro vale a pena, dada a precariedade do sistema público de saúde. Você pode ser forçado a pagar do seu bolso exames e internação, o que talvez acabe custando ainda mais caro!

Seguro residencial: planeje a proteção do seu patrimônio

SÃO PAULO - Apesar da casa própria estar certamente entre os maiores investimentos que uma pessoa ou família podem fazer ainda são poucas as pessoas que se preocupam em fazer um seguro deste patrimônio.

Além dos gastos com o imóvel é preciso somar os gastos com reforma e principalmente móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos etc. Juntando tudo temos uma fatia substancial do patrimônio da família, daí a importância de identificar o seguro certo de forma a proteger adequadamente seus bens.

Maioria acredita que seguro seja caro
Como explicar então o fato de que boa parte dos brasileiros não faz seguro residencial? A resposta é simples, diante de um orçamento cada vez mais apertado, a maioria das pessoas tenta reduzir os gastos ao máximo, evitando despesas que não consideram essenciais. Diante do número de furtos de automóvel e acidentes de trânsito, que estamos sujeitos nas maiores cidades do país, é fácil de entender a preferência pelo seguro de carro.

Outra razão é a percepção de que os seguros residenciais sejam caros, o que não é necessariamente verdade, já que o custo médio do seguro residencial é muito inferior ao do seguro de automóvel. Enquanto no seguro de automóvel a taxa de seguro varia entre 5-20% do valor do carro, no caso do seguro residencial a taxa anual varia entre 0,1% e 0,3% sobre o valor do imóvel.

Identifique suas necessidades
É importante que você saiba priorizar. Identifique os riscos a que seu imóvel está exposto e os bens que realmente necessitam cobertura para não pagar mais do que precisa. De acordo com o gerente de produto Ramos Elementares da Minas Brasil Seguradora, Adelson Cunha, as coberturas mais procuradas são as de incêndio, roubo e danos elétricos.

Porém, ao contratar uma apólice, o segurado pode optar por contratar cobertura de aluguel no caso de haver necessidade de alugar um outro imóvel enquanto o seu for consertado, e até mesmo cobertura de responsabilidade civil familiar e acidentes pessoais para o caso de seqüestros ou roubos com danos pessoais que comecem dentro de casa. Cunha lembra, contudo, que o valor final do seguro varia de acordo com o número de coberturas escolhidas, daí a importância de definir exatamente as suas prioridades.

Por exemplo, que tipo de imóvel você tem: apartamento, casa térrea ou um sobrado? Quais os riscos a que seu imóvel está exposto? Todas as seguradoras são obrigadas a oferecer uma cobertura básica cobrindo perdas contra raios, explosão ou incêndio, mas também existem coberturas opcionais, como é o caso da cobertura de alagamento. É o cliente que escolhe quais coberturas vai querer, quanto maior o número de coberturas maiores os gastos.

Para aqueles que moram em apartamento, por exemplo, a lei obriga o imóvel a ter seu próprio seguro, mas estes seguros são menos abrangentes, já que em geral não cobrem perdas que venham a acontecer em um só apartamento. Portanto, o melhor é contratar um seguro individual que cubra riscos mais específicos do seu imóvel, ou simplesmente só os bens materiais que você possui.

Para quem mora em prédio pode ser particularmente útil contratar seguro para terceiros. Imaginou a dor de cabeça se o vazamento do seu banheiro acabar infiltrando no andar de baixo, ou se o seu cachorro morder o carteiro? Para aqueles mais precavidos uma sugestão é o seguro para eventos raros, como queda de avião, colisão de veículo, ou até mesmo vendaval ou chuva de granizo.
  • Atenção ao que fica de fora: Como acontece em outros tipos de seguros, alguns danos no imóvel não são cobertos, como é o caso de falhas no projeto de construção ou desgaste de material usado na obra. Também são excluídos danos devido à má conservação do imóvel, desocupação por longo tempo, etc. Para evitar dúvidas e controvérsias caso você precise acionar o seguro, assegure-se de que todas as exclusões estejam incluídas no contrato.
Como receber seu dinheiro
Caso você precise acionar o seguro a primeira providência a ser tomada é contatar a seguradora. A seguradora por sua vez deve enviar um técnico para fazer a perícia, de forma que você não deve providenciar reparos antes que a perícia seja concluída.

Mesmo quando esta for concluída é preciso conservar os bens avariados, já que estes passam a pertencer à seguradora. Não se esqueça de guardar os recibos, notas fiscais, e até mesmo certificado de garantia, pois em caso de furto fica mais fácil comprovar a posse do bem.

Lembre-se que o valor da indenização, que é definido na apólice equivale ao máximo que você pode receber. Isto significa que apesar de na apólice estar prevista uma cobertura de até R$ 10 mil, você recebe o quanto gastar para repor os bens roubados ou danos causados no imóvel. Se a perícia estimar em R$ 5 mil os gastos é isso que você irá receber, e não os R$ 10 mil.

Cuidados a serem tomados
Antes de fechar um seguro residencial é preciso levar em consideração algumas coisas como:

  • Identifique bens que estão cobertos pelo seguro e aqueles que necessitam cobertura adicional, como por exemplo, jóias e obras de arte.

  • Prepare lista detalhada com bens e aparelhos que serão cobertos pelo seguro, já que muitas seguradoras não realizam vistoria prévia e cabe a você assegurar que a lista detalhada seja anexada à apólice de seguro.

  • Em caso de vistoria acompanhe o técnico e anote em apêndice da apólice qualquer ponto que tiver causado divergência.

  • Cheque os valores de franquias (que é a parte paga pelo segurado em determinadas apólices) e o tempo de reembolso das indenizações.

  • Antes de acionar a seguradora compare o custo de reparo ou reposição com o da franquia, muitas vezes não vale a pena acionar a franquia. Lembre-se que na hora da renovação, a ausência de sinistro pode levar a seguradora a oferecer descontos de 10-30%.

Perfil do motorista permite redução significativa do custo de seguro

SÃO PAULO - Quem nunca ouviu falar em seguros de carro por perfil? É comum ouvirmos o termo, mas muitas pessoas não necessariamente conhecem bem o seu significado. O seguro por perfil não passa de uma avaliação do valor do seguro do carro a partir das características do dono do veículo ou do principal motorista (aquele que utiliza o carro em 80% do tempo, em média).

Através de uma análise detalhada do perfil do motorista, a seguradora consegue apontar os grupos de maior risco no trânsito para aplicar um valor de seguro (prêmio) cabível para todos os tipos de motoristas.

Como é feito o cálculo do prêmio
Em primeiro lugar levam-se em consideração as características e estilo de vida do motorista, como sexo, idade, estado civil, se tem garagem ou não, se usa o carro para trabalho ou para lazer, se já danificou algum carro anteriormente etc. Neste sentido, a seguradora irá basear-se nestas informações e poderá baratear o custo do seguro do seu carro em até 50%, frente ao seguro convencional.

Isto porque uma dona de casa, por exemplo, que usa o carro somente para fazer compras no supermercado ou buscar os filhos na escola possui chances muito remotas de danificar ou dar perda total em um carro. Já o filho que acabou de tirar a carteira de habilitação, tem um carro modelo esportivo, adora sair de madrugada com os amigos e não pensa duas vezes em deixar o carro estacionado na rua para economizar um "troco", esse sim apresenta maior perigo para a seguradora e, portanto, pagará um valor de seguro bem maior que o de sua mãe.

Como é avaliado o risco?
Com estas informações em mãos, a seguradora avalia qual o risco efetivo de que este segurado venha a pedir indenização. Mas, como isso é feito? Simples, as seguradoras em geral possuem estatísticas próprias dos seguros contratados que levaram a um sinistro, ou seja, nos quais foi preciso pagar indenização.

Feito isso a seguradora calcula qual a taxa de sinistralidade, ou seja, quanto foi pago em indenização para cada R$ 1 em prêmio ganho, por sexo e faixa etária, por exemplo. Enquanto homens com idade entre 18 e 25 anos apresentam uma sinistralidade superior a 90%, mulheres com idade entre 35 e 45 anos, registram um sinistralidade de cerca 55%.

Em outras palavras, para cada R$ 1 de receita com prêmio na venda de seguro para homens jovens a seguradora deve pagar em média R$ 0,90 em indenizações. Já entre as mulheres com mais de 36 anos, o gasto com indenização cai para R$ 0,55. Esta diferença explica porque o custo do seguro para mulheres é bem menor que o dos homens: a seguradora ganha mais na venda para mulheres, pois corre menos risco de pagar indenização.

Mentir (ou omitir) pode trazer sérios problemas
Apesar de fazer praticamente um interrogatório, o corretor raramente irá pedir documentos que comprovem as informações prestadas por parte dos clientes. Deste modo, o contrato baseia-se praticamente na confiança da seguradora no sentido de acreditar que toda as informações prestadas por parte do cliente são realmente verdadeiras.

Vale lembrar que é muito importante ser o mais honesto possível na hora de preencher seus dados, pois se for constatada omissão nas informações você poderá até perder a indenização ao qual tem direito. Portanto, leia atentamente todas as cláusulas do contrato e não esqueça de incluir cláusulas que tratem de acordos verbais com a seguradora, assim você evitará qualquer mal entendido em caso de sinistro.

Diante dos elevados prêmios que são cobrados de motoristas jovens (grupo considerado de maior risco), é comum "eleger" o motorista que será o principal condutor do veículo. Na maioria dos casos faz-se o seguro no nome da mãe, que utiliza o carro raramente e representa menor risco para as seguradoras.

Contudo, a prática pode ser perigosa, pois a ocorrência de sinistro com outro condutor freqüentemente acaba sendo alvo de investigações mais apuradas pela seguradora. Neste sentido, o risco de a omissão ser descoberta torna-se maior na mesma medida em que aumentam as chances de a indenização ser negada caso a prática seja descoberta.